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Julian Lage, Modern Lore

Julian Lage é daqueles músicos que não conseguem escapar à atenção: com apenas dez anos de idade ele surpreendeu como um prodígio da guitarra e com doze actuou nos prémios Grammy. Agora, com quase trinta, ele já tocou com Brad Mehldau, Gary Burton, Fred Hersch, Nels Cline, e é uma estrela brilhante da galáxia Zorn.

Modern Lore é o seu nono disco e o segundo onde usa exclusivamente a guitarra eléctrica. E, na sua simplicidade aparente, ele faz uma viagem pela moderna guitarra, entre o blue grass, o blues, a country e o folk, a americana (um género que procura conciliar a música tradicional americana, e que reconhece origens em todas estas formas) e o Jazz que se impõe nas improvisações e na construção dos temas. Onze temas curtos, por vezes como canções, por vezes como ensaios, desenhando paisagens onde o pastoral coexiste com o urbano. Difícil seria definir este disco como um disco de Jazz, mesmo se ele está por detrás de tudo, mas onde o rock ou uma folk imaginária afloram, numa síntese que se impõe com elegância e acerto.

A base do disco é o trio que com ele tocou também no disco anterior, Arclight: o superlativo Scott Colley e a bateria de Kenny Wollesen, um triângulo que se diria equilátero, acrescidos nalguns temas de vibrafone, teclas ou percussão.

Sem escolhos, sem angulosidades desnecessárias, desarmante na simplicidade. Belíssimo.

 

 

Scott Colley: ctb
Kenny Wollesen: bat
Julian Lage: g

Julian Lage, Modern Lore 2018

 

 

 

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